BRASILEIRO FICA COM APENAS R$ 21 DE CADA R$ 100 APÓS DESPESAS E DÍVIDAS: PIOR NÍVEL DA HISTÓRIA
Estudo da consultoria Tendências aponta que a renda disponível das famílias atingiu o menor patamar da série histórica, com inflação, juros e endividamento pressionando o orçamento doméstico.
BRASÍLIA — O bolso do cidadão brasileiro nunca esteve tão vazio. Um levantamento macroeconômico alarmante realizado pela consultoria Tendências aponta que a renda disponível das famílias despencou para o menor patamar de toda a série histórica, iniciada em 2011. Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a combinação de uma inflação persistente e juros cronicamente elevados está estrangulando o orçamento doméstico e corroendo o poder de compra da população. De acordo com o estudo, após arcar com despesas vitais de sobrevivência como alimentação, moradia e saúde, e honrar o pagamento de dívidas, o trabalhador brasileiro fica com uma sobra média de apenas 21,7% do seu rendimento. O ápice do sufoco financeiro foi registrado no primeiro bimestre deste ano, quando a parcela livre da renda atingiu a mínima histórica absoluta de 21%. Na prática, de cada R$ 100 recebidos, restam apenas R$ 21 para poupança, lazer ou consumo extra. O tripé do sufoco: Inflação, juros e endividamento Analistas de mercado apontam que o cenário de empobrecimento reflete o fracasso do governo em conter as pressões inflacionárias e em criar um ambiente de estabilidade econômica. As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, dispararam, passando de uma estimativa inicial de 4,31% para incômodos 5,03% ao ano. A disparada nos custos de alimentos básicos, combustíveis e fretes transformou a ida ao supermercado em um desafio diário. Para tentar conter a alta dos preços, a taxa básica de juros, Selic, foi mantida em níveis restritivos por um período prolongado. Essa política encareceu drasticamente o crédito, tornando o pagamento de financiamentos imobiliários, automotivos e faturas de cartão de crédito um fardo insustentável. Como os juros consomem os salários antes mesmo do fim do mês, o endividamento familiar bateu recordes, atingindo mais de 80% dos lares brasileiros, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio, CNC. Classe média espremida e maquiagem social Embora o Palácio do Planalto tente focar sua narrativa política no reajuste do salário mínimo e na ampliação de programas assistenciais, os dados provam que as medidas são insuficientes para estancar o ralo financeiro que se tornou o custo de vida no país. Enquanto as classes mais baixas ensaiam um alívio marginal sustentado por subsídios públicos, a classe média brasileira, o motor do consumo nacional, foi completamente espremida pelo governo. Os índices de situação financeira dessa faixa da populaçã