Clínica odontológica é interditada pela Agefis por irregularidades sanitárias em Fortaleza
Estabelecimento, localizado no bairro Vila Velha, também não tinha alvará de funcionamento e licença sanitária.
Uma clínica odontológica localizada na Avenida Mozart Lucena, no Bairro Vila Velha, foi interditada pela Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), por irregularidades sanitárias. A ação ocorreu na última terça-feira (6). Entre as falhas encontradas no local pelo órgão, estão a ausência de alvará , licença sanitária e documentação relacionada ao gerenciamento de resíduos; além de problemas nas rotinas de limpeza , processamento e esterilização dos artigos utilizados nos atendimentos odontológicos. Conforme a Agefis, durante a fiscalização, o estabelecimento também não apresentou o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e os Manifestos de Transporte de Resíduos (MTRs), documentos que comprovam a destinação e o transporte adequado dos resíduos gerados pelo estabelecimento. A ausência do PGRSS e do MTRs são classificadas pelo Código da Cidade como infrações graves . Por realizar procedimentos que envolvem riscos à saúde, o estabelecimento é classificado como de alto risco sanitário . O responsável pela clínica terá prazo de 10 dias para apresentação de defesa e os documentos que comprovam o transporte e a destinação adequada dos resíduos. “Nesses estabelecimentos, a inspeção prévia é necessária para que sejam verificadas as condições de estrutura, funcionamento, processamento de materiais, gerenciamento de resíduos e demais procedimentos que possam impactar a segurança dos pacientes e dos profissionais”, disse a gerente de fiscalização da Agefis, Helayne Lima. Durante a vistoria, os fiscais identificaram que a sala destinada ao expurgo e à esterilização apresentava condições inadequadas de estrutura física, com sinais de mofo, infiltrações nas paredes e no teto, além de superfícies sem revestimento adequado, problemas de ventilação, higiene e organização. Também foram constatadas falhas no processo de lavagem dos artigos , com utilização de acessórios inadequados, como esponja de lavar louça e detergente que não é específico para essa finalidade. Também não estavam disponíveis todos os equipamentos de proteção individual necessários para as atividades de limpeza e desinfecção. secagem inadequada dos artigos; reaproveitamento de embalagens de grau cirúrgico, que são de uso único; armazenamento inadequado de materiais esterilizados; ausência de monitoramento biológico semanal do processo de esterilização; falta de indicadores químicos nas embalagens dos materiais reprocessados; e ausência de documentação referente à manutenção preve