DRIBLE FISCAL: LULA ESVAZIA PREVIDÊNCIA MILIONÁRIA PARA BLINDAR HERANÇA DOS FILHOS CONTRA IMPOSTOS
Transferências de recursos aos filhos levantam questionamentos sobre patrimônio e planejamento sucessório do presidente.
BRASÍLIA – No momento em que seu governo articula o aumento de impostos para a população, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu a um malabarismo financeiro para proteger a própria fortuna. Dados oficiais revelam que o patrimônio declarado do petista despencou de R$ 7,4 milhões para R$ 4,8 milhões, registrando uma redução de 35% decorrente do esvaziamento de seus fundos de previdência privada para distribuir dinheiro em vida aos seus cinco filhos. A movimentação estratégica de cerca de R$ 2,6 milhões gerou forte desgaste político, expondo a contradição entre o discurso público do presidente e suas práticas privadas. Enquanto o Palácio do Planalto pressiona pela aprovação de alíquotas mais severas sobre heranças e doações (ITCMD), o chefe do Executivo antecipou-se às novas regras para blindar o clã familiar da mordida do leão fiscal que ele mesmo tenta impor ao restante dos brasileiros. Esvaziamento de previdência privada e socorro financeiro O dreno nos ativos do presidente concentrou-se em suas aplicações de previdência complementar do tipo VGBL. O fundo milionário mantido por Lula encolheu drasticamente para viabilizar os repasses. O montante foi pulverizado em fatias iguais entre Lurian, Fábio Luís (Lulinha), Sandro Luís, Luís Cláudio e Marcos Cláudio. Interlocutores do Planalto tentaram justificar a transferência em massa como um “socorro financeiro” privado para amortecer dívidas e despesas acumuladas pelos filhos. Contudo, a circulação desses valores já vinha sendo mapeada por investigações no Congresso. Dados bancários obtidos pela CPI do INSS, por exemplo, fisgaram transferências anteriores de R$ 721 mil de Lula para Lulinha — filho que atualmente enfrenta três inquéritos da Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. Duplo padrão ético e o cerco tributário O esvaziamento patrimonial de Lula joga luz sobre um duplo padrão ético que municia a oposição. Analistas de mercado apontam que o adiantamento de legítima herança, embora legal, carrega um forte simbolismo de fuga tributária. O presidente blindou seus herdeiros diretos das regras mais rígidas de transição fiscal que o seu próprio Ministério da Fazenda desenhou para taxar grandes fortunas após o falecimento de cidadãos comuns. Com a redução artificial de seus bens declarados às vésperas de disputas eleitorais, Lula tenta desvincular sua imagem da condição de milionário. No entanto, o drible contábil nas regras sucessórias do país deixa o mandatário vulnerável a d