EM MEIO A PRESSÕES, ANDRÉ MENDONÇA LUTA PARA IMPEDIR O ABAFAMENTO DAS APURAÇÕES CONTRA LULINHA
Ministro do STF determina preservação e envio integral das provas e busca evitar mudanças na equipe investigativa sem autorização, em meio à disputa sobre os rumos das apurações envolvendo Lulinha.
Em meio a manobras administrativas da Polícia Federal sob o comando de Andrei Rodrigues e a crescente pressão política do governo e da PGR para enfraquecer as apurações, o ministro André Mendonça tem atuado com firmeza e independência para preservar a integridade das investigações sobre possíveis crimes de tráfico de influência envolvendo Lulinha, recusando-se a ceder a tentativas de abafar indícios concretos captados em mensagens e outros elementos da Operação Sem Desconto. Ao determinar o envio indexado de todas as provas ao STF e proibir trocas arbitrárias na equipe investigativa sem sua autorização prévia, Mendonça busca exatamente evitar o que já ocorreu, ou seja, a substituição de três delegados sem seu conhecimento, atrasos propositais e vazamentos seletivos, demonstrando que sua postura não configura ingerência indevida, mas sim o legítimo exercício de sua função de relator para impedir que interesses políticos e administrativos comprometam a busca pela verdade. Enquanto Andrei aciona a AGU em uma tentativa de questionar essa atuação técnica, Paulo Gonet pede o declínio de competência após os inquéritos serem sorteados para Mendonça, e o fatiamento do caso abre flancos exploráveis pela defesa, o ministro resiste, ganhando tempo e mantendo o foco na análise isenta das suspeitas que ligam Lulinha a contratos milionários no Executivo.