Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta e instala barreira
Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta após crise migratória. Governo instala barreira no mar para conter travessias. Confira os dados atualizados.
Crise migratória em Ceuta atinge ponto crítico A Espanha escolta imigrantes para fora de Ceuta neste sábado (1º), em uma operação emergencial para retomar o controle do enclave espanhol no norte da África. Após a entrada massiva de cerca de 50 mil a 60 mil pessoas desde quinta-feira (30), as autoridades espanholas confirmaram que a grande maioria já retornou ao Marrocos. Medidas de contenção e barreira marítima Para evitar novas chegadas a nado, a Guarda Civil iniciou a instalação de uma barreira flutuante de 500 metros no quebra-mar de Tarajal. A estrutura, composta por boias navais e uma barreira pneumática, foi projetada para atuar entre 30 e 70 centímetros acima da água e até um metro abaixo da superfície. A Espanha escolta imigrantes para garantir a ordem pública e a segurança na região fronteiriça. Impacto da crise e balanço das autoridades O governo espanhol, por meio do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, informou que a situação foi revertida em 24 horas. O número de mortes decorrentes da crise subiu para 67, vítimas de afogamento e tumultos durante a tentativa de travessia. Enquanto a Espanha escolta imigrantes para fora do território, a União Europeia convocou uma reunião de emergência para debater o fluxo migratório e o apoio ao país. Contexto geopolítico e imigração Ceuta, por ser uma das poucas fronteiras terrestres da União Europeia com a África, tornou-se foco de tensões recorrentes. A crise atual gerou reações diplomáticas, incluindo a suspensão temporária de acordos de livre circulação por parte da Itália e reforço policial na França. O governo espanhol mantém a posição de que a colaboração com o Marrocos é essencial para a gestão do fluxo migratório em 2026.