Governo Lula aciona OMC contra tarifaço dos EUA em 2026
O governo Lula aciona OMC hoje contra novas tarifas dos EUA. Medidas de 25% e 12,5% são contestadas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio.
Brasil contesta novas tarifas impostas pelos Estados Unidos O governo Lula aciona OMC (Organização Mundial do Comércio) nesta semana para contestar as novas sobretaxas impostas pela administração de Donald Trump a produtos brasileiros. A medida, formalizada na segunda-feira (27), busca reverter o impacto de tarifas que, somadas, podem atingir até 37,5% em determinados setores. Detalhes das medidas contestadas A disputa comercial envolve dois eixos principais de taxação que entraram em vigor em julho de 2026: Tarifa de 25%: Baseada em uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que aponta supostas práticas desleais em áreas como propriedade intelectual, etanol, desmatamento e legislação anticorrupção. Tarifa de 12,5%: Aplicada a 60 países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. Posicionamento do Itamaraty Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o governo Lula aciona OMC por considerar as medidas norte-americanas "injustificadas e incompatíveis" com os compromissos assumidos pelos EUA no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT 1994). O pedido de consulta é o primeiro passo formal no sistema de solução de controvérsias da entidade. Contexto e expectativas Esta nova ação do governo Lula aciona OMC 2026 ocorre após um período de tensões comerciais crescentes. Especialistas apontam que, desde 2019, a implementação das decisões da OMC não é obrigatória, o que limita os efeitos práticos imediatos da disputa. O governo brasileiro, contudo, mantém a estratégia jurídica para evitar precedentes e questionar a legalidade das barreiras impostas ao comércio nacional.