JANJA DEFENDE RETIRADA DO DISCORD DO AR E GOVERNO LULA PREPARA OFENSIVA JUDICIAL CONTRA A PLATAFORMA
Primeira-dama criticou a plataforma após caso envolvendo adolescente, enquanto AGU prepara medidas para análise da Justiça.
A primeira-dama Janja da Silva defendeu nesta quinta-feira (6) a retirada imediata do Discord do ar no Brasil. A declaração ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto para a sanção de uma lei que endurece as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Ao mencionar a plataforma, Janja adotou um discurso contundente e classificou o Discord como uma “rede horrorosa”. “Eu acho que a gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar”, declarou, defendendo uma medida que atingiria o funcionamento da plataforma em todo o território nacional. O pedido foi feito após Janja mencionar um grave caso envolvendo uma adolescente de 13 anos. Segundo as informações divulgadas sobre a Operação Lívia, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a menina teria sido induzida por jovens a transmitir o próprio suicídio ao vivo pela plataforma. A gravidade do episódio evidencia a necessidade de investigação, responsabilização dos envolvidos e adoção de mecanismos eficazes para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. A controvérsia está em saber se retirar uma plataforma inteira do ar é uma resposta proporcional e adequada para enfrentar crimes praticados por determinados usuários. O bloqueio nacional afetaria também milhões de pessoas que utilizam o Discord de maneira legítima para estudar, trabalhar, jogar, desenvolver projetos e participar de comunidades. Por isso, uma medida dessa dimensão exige fundamentação jurídica, análise técnica e decisão das autoridades competentes, e não apenas uma manifestação política. A fala também chama atenção porque Janja não ocupa cargo eletivo nem exerce formalmente a chefia de órgãos responsáveis pela regulação da internet ou pela aplicação da lei. Como primeira-dama, ela pode participar do debate público, mas uma eventual retirada da plataforma depende dos mecanismos institucionais e jurídicos previstos no país. A Advocacia-Geral da União, comandada por Jorge Messias, anunciou uma iniciativa judicial contra o Discord, levando a discussão para o campo institucional. Dessa forma, caberá à Justiça avaliar os argumentos apresentados, a atuação da empresa e se existem fundamentos legais para medidas contra a plataforma. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou durante o debate e afirmou que a liberdade de expressão possui limites. O combate a crimes digitais, entretanto, envolve não apenas liberdade de expressão, mas também questões relacionadas à responsabilização individual, moderaçã