Jaques Wagner tentou vender terreno de R$ 15,8 milhões após Caso Master
Jaques Wagner tentou vender terreno avaliado em R$ 15,8 milhões um dia após ser alvo da Operação Compliance Zero. Cartório bloqueou transferência por ordem do STF.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou vender um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões um dia após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo neste sábado (18). Bloqueio Judicial Impediu Transação A transferência da propriedade foi impedida pelo cartório de registro de imóveis após o recebimento de uma ordem de bloqueio de bens determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de registro da venda do terreno, que tem 51 mil m² e foi comprado por ele em 2000, foi apresentado ao 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari em 19 de junho, um dia após a operação da PF. O cartório registrou que "em cumprimento ao protocolo expedido pelo ministro André Luiz de Almeida Mendonça, fica averbada nesta data a indisponibilidade sobre o imóvel". Negociação com Grupo City O terreno fica na Região Metropolitana de Salvador e foi negociado com uma empresa que tem participação do Grupo City, dono da SAF que comanda atualmente o Esporte Clube Bahia, em conjunto com empresas do ramo imobiliário. A área deverá fazer parte de um empreendimento imobiliário que vai funcionar em anexo a um novo centro de treinamento do clube. Wagner teria acordado inicialmente a recepção de R$ 15,8 milhões em parcelas, mas posteriormente solicitou o pagamento à vista de R$ 2 milhões e a compensação restante por meio de lotes do empreendimento imobiliário. Apartamento Também Bloqueado Wagner também negociava a venda de um apartamento em Salvador por R$ 10 milhões. A transação havia sido protocolada em cartório uma semana antes da operação da Polícia Federal, mas também acabou bloqueada em razão da decisão judicial. O senador vendeu um apartamento de quatro suítes no Corredor da Vitória, em Salvador, para o prefeito de Conceição do Coité (BA), Marcelo Passos de Araújo (União Brasil). O imóvel foi quitado integralmente com R$ 10 milhões, mas a transferência de propriedade foi suspensa após a ordem judicial. Valores Já Recebidos Segundo a publicação, mesmo com a indisponibilidade dos imóveis, o senador já teria recebido ao menos R$ 12 milhões referentes às negociações. As transações, que envolvem valores superiores a R$ 25 milhões, foram bloqueadas por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Defesa do Senador O advogado Pablo Domingues afirmou que "não há mínima irregularidade e nem nada a esconder". Questionada pelo Estadão sobre a transação