João Campos e Tabata Amaral participaram de evento patrocinado pelo Master
Vice do candidato ao governo de Pernambuco recebia R$100 mil mensais do ex-banqueiro fraudador
A relação do ex-refeito do Recife João Campos (PSB) com pessoas ligadas ao Banco Master voltou a aparecer na campanha em Pernambuco. Em abril de 2024, quando ainda eram namorados, o atual candidato ao governo do Estado e a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) participaram como palestrantes da Brazil Conference, que teve o Banco Master entre os patrocinadores, segundo informou o site Antagonista. O encontro se deu em Harvard e no MIT, nos Estados Unidos, e contou também com a participação de Daniel Vorcaro, hoje preso na Papuda. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal e divulgadas pela imprensa mostram conversa, em fevereiro de 2025, entre Vorcaro e o advogado Luiz Rennó sobre a continuidade de um contrato de R$100 mil mensais relacionado a Carlos Costa (Republicanos), candidato a vice na chapa de João Campos. Segundo Veja , Rennó informou ao banqueiro que o contrato havia vencido e que o serviço envolvia o acompanhamento de projetos de lei e de legislação. O advogado chegou a sugerir a redução do pagamento para R$10 mil caso Vorcaro não conhecesse o contratado. A resposta atribuída ao banqueiro foi: “Ah, sim. Pode cortar não”. Os pagamentos estavam vinculados à RI Consulting, empresa que tinha Carlos Costa e seu pai, o ex-deputado Silvio Costa, entre os sócios. Carlos deixou a administração da empresa em março de 2026, antes de integrar oficialmente a chapa de João Campos. Levantamentos divulgados pela imprensa apontam 20 notas fiscais de R$ 100 mil cada, emitidas entre março de 2024 e outubro de 2025, o que soma R$ 2 milhões. Dados apresentados anteriormente à CPI do Crime Organizado indicavam ao menos R$ 1,1 milhão em pagamentos. As informações se referem a pagamentos feitos à empresa de consultoria, e não a uma transferência pessoal do Banco Master para João Campos. O que diz a empresa Silvio Costa afirmou que a RI Consulting prestava serviços de consultoria política e empresarial para associações e federações do setor produtivo. Segundo ele, o contrato com o Banco Master tinha como objetivo acompanhar a tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional, além de projetos de lei em estados e municípios. O ex-deputado também disse que a empresa não participou de reuniões com o Banco Central, o Banco de Brasília (BRB) ou outras instituições citadas nas investigações envolvendo o Banco Master. De acordo com a manifestação, eram produzidos relatórios mensais sobre os serviços prestados, e os contatos com diretores do banco eram registrados em atas notaria