LINDBERGH PROPÔS NOTA COM “NÃO TENHO PROVAS”, MAS GASPAR REJEITOU ACORDO E CASO SERÁ RESOLVIDO NA JUSTIÇA
Segundo relatos divulgados pela imprensa, tentativa de acordo foi recusada e disputa seguirá pelas vias judiciais.
Lindbergh Farias propôs a interlocutores do PL a divulgação de uma nota pública na qual afirmaria não possuir provas contra o deputado Alfredo Gaspar. A iniciativa ocorreu em meio à repercussão da acusação encaminhada às autoridades e à escalada do confronto entre os dois parlamentares. Segundo as conversas divulgadas pela imprensa, Lindbergh procurou o deputado Sóstenes Cavalcante para discutir uma maneira de encerrar politicamente o episódio. Entre os termos apresentados estava a possibilidade de declarar publicamente: “Não tenho provas”. A frase ganhou importância porque a acusação feita contra Gaspar é extremamente grave. De acordo com o material divulgado, Lindbergh teria explicado que as informações que recebeu inicialmente eram superficiais e haviam sido repassadas por uma jornalista. Ainda conforme os relatos publicados, Lindbergh esperava receber posteriormente elementos que sustentassem a denúncia encaminhada às autoridades. Esses elementos, porém, não teriam sido entregues a ele. Durante a interlocução com Sóstenes, surgiu então a possibilidade de uma manifestação pública esclarecendo que Lindbergh não dispunha das provas. A ideia também previa deixar a apuração do episódio exclusivamente sob responsabilidade das autoridades competentes. A tentativa de composição, entretanto, não prosperou. Alfredo Gaspar rejeitou o acordo e decidiu não aceitar uma solução política baseada apenas na publicação da nota proposta por Lindbergh. Gaspar sustenta que pretende levar adiante as medidas judiciais relacionadas às acusações feitas contra ele. Dessa forma, a controvérsia deixa de depender de uma eventual negociação entre os parlamentares e deverá ser enfrentada no âmbito judicial. Isso significa que a frase “Não tenho provas”, embora relevante para compreender a tentativa de acordo, não encerra juridicamente o episódio. Caberá à Justiça analisar as manifestações, documentos e demais elementos apresentados pelas partes. As conversas divulgadas também passaram a integrar a disputa jurídica. A defesa de Gaspar pretende utilizá-las para demonstrar as circunstâncias em que as acusações foram apresentadas e como posteriormente ocorreu a tentativa de entendimento. Sem acordo entre Lindbergh e Gaspar, o desfecho agora deverá ocorrer na Justiça. Gaspar mantém a decisão de buscar a responsabilização judicial, enquanto as autoridades terão a palavra sobre as acusações, as provas existentes e as consequências jurídicas do caso. Foto: Estadão