Luchsinger chama atitude de Lula de canalha após “pilantra”
Em entrevista à CNN, Roberta Luchsinger reagiu a Lula e falou em ameaças à família. O Planalto diz que o presidente não a conhece e critica o momento eleitoral.
Roberta Luchsinger chamou de canalha, covarde e de mau-caráter a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tratá-la de “pilantra” em agosto, na TV Globo. A fala saiu neste sábado (17), em entrevista à CNN Brasil, a poucos dias do segundo turno. A lobista, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, disse que se sentiu agredida em horário nobre e que o uso da máquina pública a colocou “como um boi de piranha”. Para ela, a entrevista foi a forma de tornar pública a própria defesa. “É uma atitude canalha, uma atitude covarde, uma atitude de mau caráter, que é o que ele é quando ele faz isso”, afirmou Luchsinger aos jornalistas Iuri Pitta e Débora Bergamasco. Ameaças à família Luchsinger culpou o presidente pelas ameaças que diz estar sofrendo. Segundo ela, são cerca de 50 ameaças de morte por dia. As redes das duas filhas, ainda de acordo com a lobista, foram invadidas por mensagens com ameaças de estupro e esfaqueamento. Ela foi além: se algo acontecer com ela ou com as filhas, “terá a digital do presidente da República”. Completou que Lula “fez um X de sangue” na testa dela ao chamá-la de pilantra. O Poder360 e a CNN registraram as declarações. As ameaças descritas por Luchsinger não foram detalhadas, nesta apuração, com boletins de ocorrência ou laudos. O que a Polícia Federal apura O pano de fundo não é novo. Roberta Luchsinger é investigada junto com Lulinha em três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência. A suspeita é de que os dois tenham atuado junto a autoridades federais para favorecer empresas. Inquérito não é condenação. Até aqui, o que existe é investigação, não sentença. O que diz o Planalto A Secretaria de Comunicação Social da Presidência rebateu no mesmo dia. A nota diz que Lula desconhece por completo os fatos relatados por Luchsinger, que jamais teve interlocução com ela, que nunca recebeu demandas suas e que não há contrato do governo federal com a lobista. O Palácio também estranhou o calendário. Para o Planalto, soltar essas declarações às vésperas do segundo turno repete um roteiro já visto em outras eleições: denúncia sem comprovação usada para mexer com a opinião pública e tumultuar a escolha do eleitor. Por que isso pesa agora De um lado, uma investigada por tráfico de influência transforma uma ofensa de agosto em acusação pessoal contra o presidente, com relato grave sobre a família. De outro, o governo nega qualquer vínculo e empurra a entrevista para a conta da reta final eleitoral. O que e