Lula cita falta reciprocidade EUA mas Brasil segue negociando
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse nesta quarta-feira, 22, que reciprocidade não é vingança e que ela será adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a vários produtos brasileiros quando considerar que é adequado. Lula cita falta reciprocidade e critica postura americana Na entrevista, o ministro afirmou ainda que é difícil negociar "quando o outro lado não se conecta com a realidade". A nova tarifa comercial entra em vigor nesta quarta-feira, atingindo bilhões de dólares em exportações do Brasil e aumentando as tensões entre os dois países. Apesar disso, o Brasil nunca deixou a mesa de negociação para defender os interesses nacionais, segundo nota oficial divulgada pelo governo. Brasil mantém posição de negociação firme O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo brasileiro continuará negociando com os Estados Unidos para evitar a aplicação de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. Segundo ele, o Brasil "não vai abandonar a mesa" de negociações e trabalha contra o tempo para chegar a um acordo antes do prazo previsto para o início da cobrança, em 15 de julho. "Nunca abandone a mesa de negociação", reproduziu a fala de Lula o ministro durante evento. Lula cita falta reciprocidade e anuncia medidas Em entrevista à Bandeirantes FM, o ministro disse ainda que reciprocidade é diferente de retaliação, e que uma eventual resposta brasileira deve "ferir o adversário, não apenas irritá-lo" para não inviabilizar o processo de negociação. "Precisamos primeiro dimensionar qual a medida que poderia eventualmente corresponder a uma reciprocidade. Segundo, se ela não pode produzir um efeito negativo reflexo, ou seja, o prejuízo ser maior aqui do que lá. Se você for adotar a reciprocidade, você precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo, porque senão você perde o controle, o domínio da negociação. O Brasil tem esse instrumento, vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário". Resultado Lula: governo adota cautela estratégica O governo do presidente Lula (PT) mudou o tom em relação à resposta ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Após afirmar que acionaria imediatamente a Lei da Reciprocidade e recorreria à OMC, o Palácio do Planalto passou a adotar "cautela para evitar uma possível retaliação comercial. Inicialmente, o govern